ANJL Notifica Romeu Zema por Declarações Sobre Bets
Brasil.- 16 de Setembro de 2026 | www.zonadeazar.com A Associação Nacional de Jogos e Loterias, ANJL, enviou uma notificação extrajudicial a Romeu Zema, candidato à Presidência da República pelo Novo, por declarações públicas sobre apostas esportivas e jogos regulamentados que a entidade considera falsas ou distorcidas.
A associação exige uma retratação pública e afirma que poderá adotar medidas judiciais por eventuais danos morais e materiais provocados a empresas que atuam legalmente no mercado brasileiro.
Bets Entram na Campanha Presidencial
Zema aumentou o tom das críticas às apostas online durante a campanha.
O candidato participou de agendas públicas usando uma camiseta com a frase “chega de bets” e declarou nas redes sociais que, se eleito, pretende proibir as apostas online por meio de medida provisória.
A promessa é tomar a decisão logo no primeiro dia de um eventual Governo.
ANJL Contesta Informações Divulgadas
A entidade afirma que declarações feitas em entrevistas, eventos, notas oficiais e redes sociais não representam corretamente o funcionamento do setor regulamentado.
Segundo a associação, misturar empresas autorizadas com plataformas clandestinas contribui para desinformação entre consumidores, formuladores de políticas públicas e órgãos reguladores.
Entidade Exige Retratação Pública
A notificação solicita que Zema corrija publicamente as informações questionadas.
A ANJL entende que as declarações podem prejudicar a reputação de empresas que receberam autorização federal e cumprem suas obrigações regulatórias e tributárias.
Plínio Lemos Jorge Defende Debate Técnico
O presidente da ANJL, Plínio Lemos Jorge, defende que o debate político sobre apostas seja baseado em fatos e evidências.
A entidade rejeita generalizações que tratem operadoras regulamentadas e sites ilegais como parte do mesmo universo.
85 Empresas Autorizadas
O mercado federal brasileiro possui atualmente 85 empresas autorizadas a explorar apostas de quota fixa.
Essas companhias precisam cumprir exigências de licenciamento, tributação, compliance, publicidade e proteção ao apostador.
Arrecadação Tributária
A ANJL também destacou o volume de impostos gerado pelo mercado regulamentado.
Segundo os números apresentados pela associação:
- R$ 9,95 bilhões foram arrecadados em impostos durante 2025.
- R$ 7,28 bilhões foram arrecadados apenas no primeiro semestre de 2026.
Os dados são utilizados pela entidade para diferenciar empresas autorizadas de plataformas clandestinas.
Destinação Social dos Recursos
O marco regulatório também prevê destinação de parte dos recursos gerados pelo setor para áreas públicas.
Segundo a ANJL, 13% da receita do mercado regulamentado é destinada a áreas como:
- Esporte.
- Saúde.
- Segurança pública.
- Educação.
Essa destinação integra a defesa da associação em favor da manutenção de um mercado supervisionado.
1,2 Milhão de Autoexclusões
A entidade também citou os mecanismos de proteção disponíveis aos jogadores.
O mercado regulamentado registra aproximadamente 1,2 milhão de autoexclusões voluntárias.
A ferramenta permite ao consumidor bloquear seu próprio acesso às plataformas autorizadas como medida de prevenção e controle.
Mercado Ilegal Continua Relevante
Para a ANJL, grande parte dos problemas relacionados às apostas deve considerar também a dimensão do mercado clandestino.
As autoridades brasileiras já bloquearam mais de 60 mil sites ilegais.
Mesmo assim, estima-se que até R$ 40 bilhões por ano ainda circulem fora do sistema regulamentado.
Diferenciar Mercado Legal e Ilegal
A associação considera essa separação fundamental.
As bets licenciadas precisam cumprir regras de:
- KYC.
- Jogo responsável.
- Publicidade.
- Tributação.
- Prevenção à lavagem de dinheiro.
- Integridade.
- Proteção do consumidor.
Operadores ilegais permanecem fora dessas obrigações.
Debate Político Ganha Intensidade
As apostas se tornaram um tema cada vez mais presente na política brasileira.
As preocupações envolvem endividamento familiar, saúde mental, publicidade, acesso de menores e efeitos econômicos.
As propostas discutidas variam de restrições adicionais até uma proibição completa das apostas online.
Setor Busca Participar das Discussões
A ANJL vem defendendo maior participação do mercado regulamentado nos debates sobre novas medidas.
A entidade argumenta que qualquer política pública precisa considerar separadamente as empresas autorizadas e a oferta ilegal.
Regulação Entra no Debate Eleitoral
A proposta de Zema adiciona uma dimensão eleitoral ao tema.
Uma eventual proibição das bets pode se tornar um dos principais pontos de discussão ligados ao gambling durante a campanha presidencial.
Ao mesmo tempo, o Governo federal avalia novas medidas de proteção ao consumidor e combate ao mercado ilegal.
Contexto do Setor
O Brasil vive uma fase de consolidação do mercado regulamentado de apostas.
Depois da criação do sistema federal de licenças, o foco passou para fiscalização, jogo responsável, publicidade, controles financeiros e redução da oferta clandestina.
O confronto entre ANJL e Zema representa uma discussão maior: se os problemas associados às apostas devem resultar em novas restrições sobre o setor legal ou em fiscalização mais intensa sobre operadoras ilegais.
Próximos Passos ou Impacto
A ANJL aguarda agora uma retratação pública de Romeu Zema.
Caso as declarações apontadas na notificação não sejam corrigidas, a associação afirma que poderá recorrer à Justiça por danos morais e materiais.
O episódio eleva o peso das apostas dentro da campanha presidencial e coloca o mercado regulamentado diretamente no centro de um debate político sobre seu futuro.
Com 85 empresas autorizadas, bilhões de reais em arrecadação e um mercado clandestino ainda significativo, a separação entre operadores legais e ilegais será um dos principais argumentos do setor diante de propostas de proibição ou novas restrições.
Editó: @fonta


