AGU Pede 72 Horas Antes de Decisão do STF Sobre Proibição das Bets

Brasil.- 30 de Setembro de 2026 | www.zonadeazar.com A Advocacia-Geral da União, AGU, pediu ao Supremo Tribunal Federal um prazo de 72 horas antes que o ministro Luiz Fux analise o pedido de suspensão da proibição das apostas apresentado por entidades do setor.

A solicitação ocorre depois de a Associação Nacional de Jogos e Loterias, ANJL, e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável, IBJR, recorrerem ao STF para tentar interromper os efeitos da medida.

Pedido da AGU

A AGU afirmou que a Presidência da República e os órgãos responsáveis pela defesa dos atos questionados precisam de tempo para apresentar seus argumentos.

O órgão destacou que o pedido é estritamente processual e não antecipa uma posição sobre o mérito da controvérsia.

ANJL e IBJR Pedem Suspensão

As entidades querem que o STF suspenda os efeitos da proibição enquanto analisa sua constitucionalidade.

Também solicitaram que diferentes órgãos públicos não avancem com:

  • Cancelamento de autorizações.
  • Bloqueio de sites e aplicativos.
  • Restrições de pagamentos.
  • Outras medidas contra operadoras autorizadas.

Órgãos Envolvidos

O pedido alcança Ministério da Fazenda, Ministério da Justiça, Anatel, Banco Central, Caixa Econômica Federal e Comitê Gestor da Internet.

O objetivo é preservar temporariamente o funcionamento do mercado regulamentado enquanto o Supremo analisa a liminar.

Argumentos do Setor

ANJL e IBJR consideram que a medida apresenta problemas constitucionais.

Entre os principais argumentos estão:

  • Ausência de urgência suficiente para uma Medida Provisória.
  • Falta de estudos técnicos sobre os impactos.
  • Insegurança jurídica.
  • Risco para investimentos feitos sob autorizações concedidas pelo próprio Estado.

R$30 Milhões por Outorga

O Brasil possuía 85 empresas autorizadas no mercado regulamentado.

Cada autorização federal custou R$30 milhões.

As entidades afirmam que o encerramento antecipado pode gerar disputas envolvendo aproximadamente R$2,5 bilhões pagos em outorgas.

Luiz Fux Analisará o Caso

O ministro Luiz Fux terá papel central na próxima etapa.

A AGU quer que a Presidência e o próprio órgão possam apresentar seus argumentos antes de qualquer decisão sobre o pedido de liminar.

Cronograma de Encerramento

Enquanto não houver decisão judicial modificando a situação, o cronograma oficial continua válido.

As empresas não podem receber novos depósitos e sites e aplicativos deverão ficar indisponíveis a partir de 6 de outubro.

Contexto do Setor

A disputa judicial acontece poucos dias depois de o Governo decidir encerrar um mercado regulamentado que operava plenamente desde janeiro de 2025.

A decisão provocou uma reação coordenada de associações, operadoras e demais empresas ligadas ao ecossistema.

Próximos Passos ou Impacto

A próxima etapa será a apresentação dos argumentos da Presidência e da AGU dentro do prazo solicitado.

Depois disso, Luiz Fux poderá analisar a medida cautelar pedida pela ANJL e pelo IBJR.

Se o STF conceder a suspensão, o cronograma de encerramento poderá ser interrompido enquanto a constitucionalidade da medida é discutida.

Se não houver decisão judicial antes de 6 de outubro, permanece válido o calendário estabelecido pelo Governo.

Editó: @fonta

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