VNLOK Leva Meta à Justiça por Publicidade de Jogo Ilegal
Países Baixos.- 30 de Setembro de 2026 | www.zonadeazar.com A associação neerlandesa VNLOK levou a Meta à Justiça em Amsterdã por considerar insuficientes as medidas adotadas contra anúncios de operadores de jogos não autorizados no Facebook e Instagram.
A entidade afirma que as plataformas continuam sendo utilizadas para direcionar publicidade ilegal a consumidores dos Países Baixos apesar das denúncias e notificações realizadas nos últimos meses.
Mais de 90% dos Anúncios Analisados
A VNLOK baseia sua ação em estudos realizados sobre publicidade de gambling no Facebook.
Segundo a associação, mais de 90% dos anúncios analisados estavam relacionados a operadores ilegais.
Os resultados aumentaram os questionamentos sobre a eficácia dos controles aplicados pela Meta.
Baixo Índice de Remoção
A entidade também afirmou que apenas uma pequena parcela do conteúdo identificado foi retirada.
Os estudos apontaram taxas de remoção de aproximadamente:
- 11% em maio.
- 15% em junho.
A VNLOK considera esses números insuficientes diante do volume de publicidade irregular detectada.
Processo em Amsterdã
Depois de já ter alertado sobre a possibilidade de ação judicial, a associação decidiu formalizar o processo.
A VNLOK quer que a Meta assuma maior responsabilidade pela publicidade distribuída em suas plataformas e adote medidas estruturais para impedir que operadores ilegais alcancem consumidores neerlandeses.
Declarações
Björn Fuchs, presidente da VNLOK, afirmou que a associação alertou repetidamente a Meta sobre a dimensão do problema e pediu cooperação para encontrar uma solução estrutural.
Segundo Fuchs, a falta de resultados suficientes levou a organização a apresentar o caso à Justiça.
O dirigente também destacou que grandes plataformas digitais são uma das principais vias utilizadas por operadores ilegais para alcançar consumidores.
Denúncia à Comissão Europeia
O conflito já havia chegado ao âmbito europeu.
Em junho, a VNLOK apresentou uma denúncia à Comissão Europeia sobre a quantidade de publicidade ilegal de gambling identificada no Facebook e Instagram.
A ação em Amsterdã adiciona agora uma frente judicial nacional.
Papel da KSA
A Kansspelautoriteit, KSA, também vem aumentando a fiscalização da publicidade ilegal em redes sociais.
O regulador enviou milhares de notificações à Meta relacionadas a conteúdo promocional de operadores não autorizados.
O caso aumenta a pressão por ferramentas de enforcement mais fortes.
Debate no Parlamento
O Parlamento neerlandês também analisa uma proposta para ampliar os poderes da KSA.
A medida permitiria ao regulador aplicar multas ou ordens administrativas contra empresas que divulguem publicidade ilegal de gambling.
O alcance poderia incluir grandes plataformas como Meta e Google.
Mercado Legal e Mercado Ilegal
A VNLOK afirma que a situação também prejudica as empresas licenciadas.
Enquanto operadores regulamentados enfrentam restrições rigorosas de publicidade, marcas ilegais continuam utilizando redes sociais para captar usuários.
Isso pode dificultar a diferenciação entre ofertas legais e não autorizadas.
Pressão Regulatória Sobre a Meta
A Meta enfrenta pressão crescente por seus controles de publicidade de gambling.
Reguladores e associações exigem sistemas mais eficazes para identificar anunciantes ilegais, responder a denúncias e impedir reincidências.
O processo neerlandês poderá se tornar relevante para o debate sobre responsabilidade das plataformas digitais.
Contexto do Setor
Os Países Baixos passam por uma revisão mais ampla de sua política de gambling.
Além das preocupações com o mercado ilegal, legisladores discutem novas restrições para publicidade de empresas licenciadas e maior proteção para consumidores vulneráveis.
A VNLOK defende que qualquer reforma também enfrente a expansão da oferta ilegal.
Próximos Passos ou Impacto
O tribunal de Amsterdã deverá agora analisar os argumentos apresentados contra a Meta.
Ao mesmo tempo, o Parlamento continuará debatendo se a KSA deve receber poderes adicionais para atuar diretamente contra plataformas digitais.
O caso poderá influenciar a forma como Facebook, Instagram e outras plataformas administram publicidade de gambling em mercados regulamentados da Europa.
Editó: @fonta


