Justiça Ordena que Spribe Bloqueie Aviator em Plataformas Ilegais

Brasil.- 22 de Setembro de 2026 | www.zonadeazar.com A Justiça do Distrito Federal determinou que a Spribe OÜ, desenvolvedora e detentora dos direitos do Aviator, adote medidas para impedir que seu jogo seja oferecido por plataformas de apostas sem autorização no mercado brasileiro.

A decisão não proíbe o Aviator no Brasil e não afeta sua distribuição por operadoras legalmente autorizadas. O foco está especificamente nos sites que atuam fora do sistema regulamentado.

Decisão da 7ª Turma Cível

A decisão foi emitida em 14 de setembro de 2026 pela 7ª Turma Cível de Brasília.

O tribunal atendeu parcialmente a um pedido de tutela apresentado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, MPDFT.

Dez Dias Para Cumprir

A Spribe terá 10 dias para implementar as medidas determinadas pela Justiça.

Caso não cumpra a decisão, poderá ser aplicada multa diária de BRL 100 mil.

Bloqueio de Operadoras Não Autorizadas

A ordem exige que a empresa impeça o uso do Aviator por companhias que não possuem autorização para operar apostas de quota fixa no Brasil.

O objetivo é cortar os mecanismos tecnológicos e contratuais que sustentam a oferta do jogo por sites ilegais.

Integrações e Credenciais

A determinação alcança:

  • Integrações tecnológicas.
  • Credenciais.
  • Licenças.
  • Acessos.
  • Autorizações.
  • Outros mecanismos vinculados a operadoras não autorizadas.

A medida atua diretamente sobre a infraestrutura utilizada para distribuir o produto.

Monitoramento Contínuo

A Spribe deverá também implementar mecanismos de monitoramento permanente.

A companhia terá de acompanhar onde o Aviator está sendo utilizado e identificar novas plataformas que possam tentar oferecer o jogo de forma irregular.

Rastreabilidade

A Justiça exige ainda maior capacidade de rastrear a distribuição do produto.

A empresa deverá preservar documentos e registros capazes de indicar:

  • Quais operadoras utilizam Aviator.
  • Por meio de qual integração.
  • Sob qual autorização.
  • A partir de qual jurisdição.
  • Quais medidas de bloqueio foram aplicadas.

Georrestrição

A decisão inclui medidas de georrestrição destinadas a impedir o uso do jogo por operadoras sem licença dentro do território brasileiro.

O mecanismo busca dificultar que plataformas bloqueadas retomem a oferta através de novos domínios ou rotas alternativas de acesso.

Investigação do Ministério Público

A investigação foi conduzida pela 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor, Prodecon.

Na primeira etapa foram identificados 37 endereços na internet vinculados à investigação.

Aviator Aparecia em 32 Endereços

Dos 37 endereços analisados, 32 ofereciam ou promoviam Aviator.

Posteriormente, mesmo após medidas anteriormente informadas pela Spribe, as autoridades localizaram novos domínios que continuavam disponibilizando o jogo.

Novos Domínios Dificultam o Controle

Um dos principais desafios identificados foi a capacidade das operadoras irregulares de reaparecer por meio de novos endereços.

A ordem judicial pretende evitar que a fiscalização dependa apenas de listas fixas de domínios bloqueados.

Proteção ao Consumidor

O Ministério Público argumentou que a presença do Aviator em sites não autorizados pode expor consumidores a riscos relacionados a:

  • Pagamentos.
  • Identificação do fornecedor.
  • Proteção de dados.
  • Atendimento ao cliente.
  • Ausência de mecanismos de jogo responsável.

Confusão Entre Mercado Legal e Ilegal

O MPDFT também sustentou que a presença do mesmo jogo em plataformas legais e ilegais pode dificultar a identificação, pelo consumidor, de quais empresas estão efetivamente autorizadas.

A distribuição de conteúdo passa, portanto, a integrar o esforço de diferenciação entre oferta regulamentada e clandestina.

Responsabilidade da Desenvolvedora

O Ministério Público apontou a Spribe como participante relevante da cadeia por atuar como:

  • Desenvolvedora do jogo.
  • Titular dos direitos.
  • Fornecedora de tecnologia.
  • Parte do processo de licenciamento.
  • Parte da integração e distribuição.

A tese apresentada é que a companhia dispõe de instrumentos técnicos e contratuais para controlar onde seu produto é utilizado.

Medidas Anteriores Consideradas Insuficientes

Segundo o MPDFT, as providências adotadas anteriormente pela Spribe não impediram a continuidade da oferta em plataformas ilegais.

A nova decisão exige uma abordagem mais permanente de prevenção, acompanhamento e bloqueio.

Pedido de BRL 110 Milhões

A ação civil pública também inclui um pedido de BRL 110 milhões por danos morais coletivos.

Esse valor integra o processo e ainda não representa uma condenação definitiva.

Aviator Continua no Mercado Regulamentado

A decisão não determina a retirada do Aviator das plataformas autorizadas pelo Governo federal.

As operadoras legalizadas poderão continuar oferecendo o produto dentro das regras aplicáveis.

Mercado Regulamentado e Oferta Ilegal

A decisão amplia a estratégia brasileira de combate ao jogo ilegal.

Até agora, grande parte das ações vinha se concentrando em:

  • Bloqueio de domínios.
  • Sistemas de pagamento.
  • Publicidade.
  • Intermediários financeiros.

O caso adiciona maior responsabilidade sobre fornecedores tecnológicos e desenvolvedores de jogos.

Contexto do Setor

O Brasil mantém desde 2025 um mercado federal regulamentado de apostas de quota fixa.

Um dos maiores desafios posteriores à regulamentação é reduzir a presença de plataformas que continuam operando sem autorização.

O caso Spribe mostra que as autoridades buscam medidas que não atinjam apenas o operador ilegal, mas também os fornecedores que tornam sua oferta possível.

Próximos Passos ou Impacto

A Spribe deverá implementar as medidas dentro do prazo estabelecido e demonstrar capacidade efetiva de identificar e bloquear a distribuição do Aviator para operadoras não autorizadas.

O processo seguirá em andamento em relação aos demais pedidos apresentados pelo Ministério Público, incluindo o pedido de indenização.

A decisão poderá se tornar uma referência importante para outros fornecedores B2B que distribuem jogos no Brasil, principalmente em temas de rastreabilidade, controle de clientes e prevenção do uso de conteúdo no mercado ilegal.

Editó: @fonta

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