Pesquisa Mostra que 75% dos Brasileiros Apoiam Proibição das Bets

Brasil.- 24 de Setembro de 2026 | www.zonadeazar.com Uma nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg aponta que 75% dos brasileiros entrevistados concordam com a proibição das plataformas de apostas online no país.

O resultado surge em meio à campanha presidencial de 2026, na qual as bets ganharam espaço e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a defender publicamente medidas mais restritivas para o setor.

75% Apoiam a Proibição

Segundo o levantamento, 75% dos entrevistados concordam com a proibição das apostas online.

A distribuição foi:

  • 71% concordam totalmente.
  • 4% concordam parcialmente.
  • 17% discordam.
  • 8% não concordam nem discordam.

Alta em Relação a Abril

O apoio à proibição aumentou em relação à rodada anterior.

Em abril, 73% dos entrevistados defendiam a medida.

Em setembro, o percentual avançou dois pontos.

Rejeição à Proibição Cai

Ao mesmo tempo, caiu o grupo contrário à proposta.

Em abril, 21% discordavam.

Agora, esse indicador está em 17%.

Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg

O levantamento foi realizado pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg.

As entrevistas aconteceram entre 17 e 22 de setembro de 2026.

Mais de 5 Mil Entrevistados

A amostra contou com 5.015 pessoas adultas de todo o Brasil.

A pesquisa utilizou metodologia de recrutamento digital aleatório.

Margem de Erro

A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos.

O nível de confiança informado é de 95%.

Registro no TSE

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-04739/2026.

O levantamento foi financiado com recursos do próprio instituto.

Bets Ganham Espaço na Campanha

As apostas online se transformaram em um dos temas da campanha presidencial.

Diferentes candidaturas passaram a apresentar propostas relacionadas a:

  • Proibição.
  • Publicidade.
  • Tributação.
  • Endividamento.
  • Proteção financeira.
  • Jogo problemático.
  • Proteção de menores.

Propostas Diferentes

As respostas políticas variam.

Alguns candidatos defendem proibições ou restrições mais severas.

Outros priorizam maior controle, regulamentação e mecanismos de proteção.

Lula Endurece o Discurso

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou suas críticas às bets ao longo de setembro.

Em declarações públicas, destacou preocupações com os impactos das apostas sobre famílias e consumidores vulneráveis.

Coincidência com a Opinião Medida

A pesquisa mostra que a proposta de proibição possui apoio amplo entre os entrevistados.

Isso, porém, representa uma opinião específica sobre política de apostas e não deve ser interpretado automaticamente como apoio eleitoral a qualquer candidato.

Outras Medidas Avaliadas

O levantamento também consultou os entrevistados sobre outras possíveis ações regulatórias.

Os resultados indicam apoio elevado a um maior controle sobre o setor.

Mais Impostos

Uma grande maioria considera que as empresas de apostas deveriam pagar mais impostos.

Ao somar concordância total e parcial, o percentual chega a aproximadamente 84%.

Restrição de Publicidade

Também existe forte apoio a limites sobre propaganda.

A maioria dos entrevistados concorda com maior restrição à publicidade das plataformas.

Acesso de Menores

Cerca de 60% dos participantes consideram que menores de idade têm facilidade para acessar sites de apostas.

Esse tema continua entre as principais preocupações regulatórias.

Bets Como Investimento

A pesquisa mostra ainda forte rejeição à ideia de tratar apostas como fonte de renda ou investimento.

A maior parte dos entrevistados discorda dessa interpretação.

Percepção de Prejuízos

Quase 60% afirmam enxergar apenas prejuízos nas apostas online.

Outro grupo relevante considera que existem mais prejuízos do que benefícios.

Impactos Sociais

O debate político está cada vez mais associado a:

  • Endividamento familiar.
  • Perda de renda.
  • Saúde mental.
  • Dependência.
  • Vulnerabilidade financeira.

Esses fatores aumentaram a relevância pública do tema.

Mercado Regulamentado Desde 2025

O Brasil possui desde janeiro de 2025 um mercado federal regulamentado de apostas de quota fixa.

As empresas autorizadas precisam cumprir regras relacionadas a:

  • Licenciamento.
  • Tributação.
  • Publicidade.
  • Jogo responsável.
  • Prevenção à lavagem de dinheiro.
  • Identificação de usuários.

Proibição Total ou Parcial

As propostas em discussão possuem alcances diferentes.

Algumas tratam de uma proibição ampla.

Outras focam produtos específicos, como:

  • Slots online.
  • Crash games.
  • Cassino online.

Em determinados cenários, as apostas esportivas continuariam permitidas.

Congresso Analisa Projetos

A Câmara e o Senado já receberam diferentes propostas sobre o setor.

Os projetos vão desde restrições pontuais até a extinção mais ampla da modalidade de apostas de quota fixa.

Argumentos a Favor das Restrições

Defensores de medidas mais duras destacam:

  • Proteção das famílias.
  • Endividamento.
  • Jogo problemático.
  • Exposição de menores.
  • Excesso de publicidade.

Argumentos do Setor

Representantes do mercado regulamentado alertam que proibições podem levar consumidores para plataformas ilegais.

As associações defendem que a canalização deve fazer parte da análise das políticas públicas.

Pesquisa Não Muda a Lei

O resultado do levantamento não produz alteração automática no marco regulatório.

Qualquer proibição ampla dependeria de medidas legislativas ou regulatórias específicas.

Contexto Eleitoral

A proximidade das eleições aumentou a visibilidade do tema.

As bets deixaram de ser apenas uma questão técnica e passaram a ocupar espaço na disputa política nacional.

Próximos Passos ou Impacto

A pesquisa adiciona um novo elemento ao debate sobre o futuro das apostas no Brasil.

Congresso e Executivo deverão decidir se avançam com novas restrições, proibições de produtos específicos ou mudanças estruturais mais amplas.

Por enquanto, o apoio de 75% à proibição mostra a dimensão da sensibilidade pública em torno do tema e reforça sua importância na agenda regulatória brasileira de 2026.

Editó: @fonta

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