ANJL Levará ao STF Decreto de Minas Contra Publicidade de Bets

Brasil.- 25 de Agosto de 2026 | www.zonadeazar.com A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) anunciou que apresentará uma Ação Direta de Inconstitucionalidade ao Supremo Tribunal Federal contra o decreto do governo de Minas Gerais que proíbe publicidade de apostas online em bens e espaços públicos estaduais.

A medida inclui o estádio Mineirão e faz parte de uma estratégia mais ampla do governo estadual para restringir a exposição comercial das bets.

ANJL Questiona Competência do Estado

A associação considera que Minas Gerais avançou sobre uma matéria que já é disciplinada em âmbito federal.

Segundo a entidade, restrições estaduais podem gerar:

  • Insegurança jurídica.
  • Regras diferentes entre os estados.
  • Menor previsibilidade para operadoras autorizadas.
  • Sobreposição de competências regulatórias.

A ANJL defende que o mercado de apostas de quota fixa mantenha uma estrutura regulatória uniforme em todo o país.

Decreto Alcança Espaços Públicos

A proibição foi anunciada pelo governador de Minas Gerais, Mateus Simões.

A medida impede publicidade de bets em espaços e bens públicos sob controle do estado.

O Mineirão está entre os ativos afetados.

O governo também pretende encaminhar orientações às prefeituras explicando como medidas semelhantes podem ser implementadas em espaços públicos municipais.

Loteria Mineira Também é Afetada

O governo de Minas Gerais anunciou ainda que a Loteria Mineira deverá deixar de explorar apostas de quota fixa.

Simões informou que a entidade seria notificada para rescindir o contrato de concessão relacionado ao serviço.

A decisão amplia o alcance da política estadual para além da publicidade e afeta diretamente a participação pública no vertical de betting.

Onda de Restrições Locais

Minas Gerais se soma a uma série de cidades e jurisdições brasileiras que avançaram com restrições à publicidade de apostas.

Medidas semelhantes já foram adotadas ou propostas em:

  • Rio de Janeiro.
  • Belo Horizonte.
  • Aracaju.
  • Cuiabá.

São Paulo também mantém aberto um debate sobre uma possível proibição em espaços públicos.

ANJL Busca Uniformidade Regulatória

A principal tese jurídica da ANJL é que a regulamentação das apostas de quota fixa pertence ao âmbito federal.

A entidade considera que regras substancialmente diferentes entre os estados podem fragmentar um mercado estruturado para funcionar sob licenças e normas nacionais.

Por isso, pretende que o STF determine até onde os governos estaduais podem avançar na limitação da publicidade de operadoras autorizadas.

Precedente no Rio Grande do Sul

A ANJL já levou ao Supremo um conflito semelhante relacionado ao Rio Grande do Sul.

Nesse caso, a associação questionou uma lei estadual aprovada em abril que introduziu diversas restrições à publicidade de apostas.

A Procuradoria-Geral da República posteriormente se manifestou favoravelmente à impugnação com base na divisão constitucional de competências entre União e estados.

Debate Constitucional

O caso de Minas Gerais adiciona uma nova dimensão à discussão brasileira sobre regulação de apostas.

A questão já não envolve apenas quais restrições publicitárias são adequadas, mas também qual nível de governo possui autoridade para estabelecê-las.

O STF poderá analisar a relação entre:

  • Regulamentação federal das apostas.
  • Competências estaduais.
  • Uso de bens públicos.
  • Publicidade comercial.
  • Uniformidade normativa.

Contexto do Setor

O Brasil iniciou seu mercado federal regulamentado de apostas de quota fixa sob um marco nacional criado para estabelecer regras comuns às operadoras autorizadas.

Ao mesmo tempo, estados e municípios começaram a implementar restrições adicionais relacionadas à publicidade e à exposição das marcas.

Essa sobreposição está gerando uma nova fase de disputas judiciais sobre os limites regulatórios entre União e governos locais.

Próximos Passos ou Impacto

A ANJL deverá agora formalizar a Ação Direta de Inconstitucionalidade perante o STF.

O resultado poderá ter consequências que vão além de Minas Gerais.

Uma decisão do Supremo poderá estabelecer um precedente sobre a capacidade de estados e municípios de impor restrições próprias à publicidade de apostas dentro de um mercado regulamentado nacionalmente.

Para as operadoras, a decisão será importante para definir se o Brasil manterá um modelo publicitário relativamente uniforme ou avançará para um cenário com regras distintas em cada jurisdição.

Editó: @fonta

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