COB Busca Evitar Perda Anual de R$ 500 Milhões para o Esporte
Brasil.- 25 de Agosto de 2026 | www.zonadeazar.com O Comitê Olímpico do Brasil iniciou uma articulação política para tentar reduzir os impactos da PEC da Segurança Pública sobre o financiamento do esporte nacional.
A preocupação está relacionada ao redirecionamento de recursos provenientes das apostas para o Fundo Nacional de Segurança Pública, mudança que poderá reduzir significativamente os valores atualmente destinados a entidades e projetos esportivos.
Esporte Pode Perder R$ 500 Milhões por Ano
As estimativas apresentadas apontam que o esporte brasileiro poderá perder aproximadamente R$ 500 milhões por ano caso a proposta avance definitivamente nos termos atuais.
O COB busca preservar o atual modelo de distribuição dos recursos provenientes das apostas.
A entidade considera que uma redução dessa dimensão poderá afetar diretamente confederações, programas e projetos de desenvolvimento esportivo.
30% para o Fundo Nacional de Segurança Pública
O texto em discussão prevê a destinação de 30% da arrecadação líquida das operadoras licenciadas ao Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP).
A proposta pretende fortalecer os recursos disponíveis para o combate à criminalidade.
Representantes do esporte, porém, questionam que esse reforço seja financiado por meio de uma redução significativa dos valores destinados a outras políticas públicas.
COB Intensifica Articulação Política
O movimento do Comitê Olímpico ganhou força após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, indicar que a tramitação da PEC será retomada.
A perspectiva de avanço da proposta voltou a gerar preocupação no movimento esportivo.
O COB pretende dialogar com parlamentares e autoridades para modificar o mecanismo de redistribuição antes de uma eventual aprovação definitiva.
Esporte Como Política Preventiva
Um dos principais argumentos do COB é que o investimento no esporte também contribui para a segurança pública.
A entidade destaca que projetos esportivos e sociais podem reduzir fatores associados à criminalidade e à vulnerabilidade.
A prática esportiva pode fortalecer disciplina, integração social, habilidades pessoais e oportunidades para crianças e jovens.
Governo Também se Opôs ao Corte
O Ministério do Esporte já manifestou forte oposição a uma redução significativa dos recursos destinados ao setor.
Representantes do Governo federal reconhecem a necessidade de fortalecer as políticas de segurança, mas defendem que isso não deve resultar no enfraquecimento de programas esportivos.
A posição é preservar um equilíbrio entre diferentes políticas públicas.
Declarações
Giovanni Rocco, secretário Nacional de Apostas Esportivas, defendeu a continuidade das políticas de inclusão promovidas por meio do esporte.
O dirigente afirmou que a atividade representa um pilar do desenvolvimento social e humano e pode funcionar de forma complementar às políticas tradicionais de segurança pública.
Rocco também destacou que o esporte não concorre diretamente com as forças de segurança, mas pode atuar como instrumento preventivo.
Estudos Sobre Redução da Violência
Durante as discussões sobre a proposta também foram citados estudos da Unesco que relacionam projetos sociais a reduções de até 30% nos índices de violência em determinadas regiões.
O dado é utilizado para reforçar a tese de que o investimento em esporte pode produzir benefícios indiretos para a segurança pública.
Debate Começou em Abril
A redistribuição dos recursos já havia sido discutida em abril.
Reuniões no Senado reuniram lideranças esportivas e representantes do Governo federal para avaliar os impactos da nova estrutura de financiamento.
Embora os participantes reconhecessem a necessidade de combater a criminalidade, houve forte resistência à ideia de reduzir os recursos destinados às confederações e projetos esportivos.
Contexto do Setor
O marco regulamentado das apostas de quota fixa no Brasil estabelece diferentes destinações sociais para parte dos recursos gerados pelas operadoras autorizadas.
Esporte, educação, segurança pública e outras áreas disputam participação nessa arrecadação.
A PEC da Segurança Pública reabre o debate sobre como esses valores devem ser distribuídos e quais setores deverão absorver o custo de um eventual aumento dos recursos destinados à segurança.
Próximos Passos ou Impacto
Com a expectativa de retomada da tramitação da PEC no Senado, o COB deverá intensificar sua articulação institucional para preservar os recursos destinados ao esporte.
A discussão será decisiva para definir se o reforço do Fundo Nacional de Segurança Pública ocorrerá por meio de cortes nas verbas esportivas ou se o Congresso encontrará uma alternativa de financiamento.
Caso a proposta seja aprovada sem alterações, a estimativa atual aponta para uma perda próxima de R$ 500 milhões por ano para o esporte brasileiro.
Editó: @fonta


