Fazenda e STF Avaliam Regulamentação das Bets no Brasil
Brasil.- 17 de Julho de 2026 www.zonadeazar.com O Ministério da Fazenda e o Supremo Tribunal Federal se reuniram em Brasília para analisar a regulamentação, a fiscalização e a proteção oferecida pelo mercado brasileiro de apostas.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reuniu-se com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, para apresentar as medidas adotadas pelo Governo destinadas a regulamentar e fiscalizar a atuação das empresas de apostas.
O encontro buscou fortalecer o diálogo institucional entre os poderes Executivo e Judiciário diante das diferentes ações relacionadas à Lei das Bets e às normas implementadas pelo Ministério da Fazenda.
Legislação e mais de 70 portarias
Durante a reunião, Durigan apresentou uma documentação elaborada pela Secretaria de Prêmios e Apostas com as leis aprovadas pelo Congresso e mais de 70 portarias publicadas para regulamentar e fiscalizar o setor.
As medidas abrangem requisitos para operadoras autorizadas, proteção aos apostadores, publicidade, prevenção à lavagem de dinheiro, controle das operações e aplicação de sanções.
A Fazenda também defendeu maiores restrições à publicidade, controles relacionados às perdas dos usuários e uma atuação mais rigorosa contra as plataformas ilegais.
Processos no STF
Fachin afirmou que o Supremo deverá analisar, durante o segundo semestre, diferentes ações relacionadas à regulamentação das apostas online.
Os processos discutem a proteção oferecida pela Lei 14.790/2023, a validade das normas regulatórias e as iniciativas de estados e municípios para autorizar ou regulamentar plataformas de apostas.
Os casos estão sob a relatoria dos ministros Luiz Fux, Nunes Marques, André Mendonça e Cármen Lúcia.
Debate sobre os jogos físicos
O STF também deverá analisar, em 5 de agosto, o Recurso Extraordinário 966.177, que discute a constitucionalidade do artigo 50 da Lei das Contravenções Penais.
A norma prevê sanções para quem explora jogos de azar em locais públicos. A decisão será relevante para definir a situação jurídica dos jogos físicos no Brasil.
Fachin afirmou que as futuras decisões considerarão as informações reunidas nos processos, as audiências públicas e as medidas regulatórias desenvolvidas pelo Governo.
Editou: @_fonta

