SBC Americas: Transformando a Identidade do iGaming para o Cenário Global
SBC Summit Americas 2026: A indústria de iGaming busca consolidar-se como uma categoria global de entretenimento
Estados Unidos.- 19 de Junho de 2026 www.zonadeazar.com Durante o SBC Summit Americas 2026 foi realizado o painel “Strategic Change: Transforming the Identity of iGaming for the Global Stage”, reunindo líderes das áreas de operações, tecnologia, marketing e pagamentos para analisar como o jogo online está evoluindo de um modelo focado exclusivamente em apostas para uma proposta mais ampla de entretenimento digital.
A sessão contou com a participação de Felipe Fraga (EstrelaBet), Mauricio Soto (Optimove), Andrea Rossi (Betsson Group), Santiago Gandara (BetWarrior) e Fernando Garita (MWPay e Kabata Games), que concordaram que a concorrência do setor já não se limita a outros operadores, mas inclui cada vez mais plataformas de streaming, videogames e outras formas de entretenimento digital.

O desafio de competir pela atenção do usuário
Felipe Fraga destacou que as mudanças geracionais transformaram profundamente as expectativas dos consumidores. Segundo ele, as novas audiências buscam experiências de entretenimento mais completas e dinâmicas, afastando-se dos modelos tradicionais centrados apenas em odds e mercados de apostas.
Nesse contexto, afirmou que os operadores de jogos online competem hoje pelo tempo e pela atenção dos usuários com gigantes do entretenimento como Netflix, Disney e as principais plataformas de streaming, o que exige o desenvolvimento de experiências mais imersivas e envolventes.
Por sua vez, Santiago Gandara ressaltou que a indústria pode aprender com setores como cinema, séries de TV e videogames, especialmente em criação de conteúdo, engajamento e retenção. Segundo ele, o mercado está deixando para trás uma competição baseada apenas em preços e odds para concentrar-se cada vez mais na qualidade da experiência do usuário.
A Copa do Mundo de 2026 como uma oportunidade histórica
Um dos principais temas do painel foi o impacto que a Copa do Mundo FIFA 2026 terá sobre a indústria.
Andrea Rossi explicou que a Betsson destinou recursos significativos ao fortalecimento de sua infraestrutura tecnológica e ao aprimoramento de seus produtos de sportsbook e cassino para atender às novas demandas do mercado.
Ela também destacou que o jogo online deixou de ser uma atividade secundária para tornar-se uma das principais plataformas de entretenimento dos usuários, tendência que deverá se intensificar durante o torneio.
Fernando Garita concordou que as Copas do Mundo representam oportunidades únicas para atrair novos jogadores e aumentar os níveis de atividade. No entanto, alertou que um dos principais desafios será garantir a estabilidade tecnológica diante de volumes de usuários e transações que poderão se multiplicar várias vezes durante a competição.
Brasil e o impacto da regulamentação
Felipe Fraga também analisou o novo cenário brasileiro após a implementação do mercado regulado.
Ele lembrou que, durante a Copa do Mundo do Catar de 2022, a indústria operava em um ambiente de incerteza regulatória, enquanto hoje o Brasil conta com regras mais claras, mecanismos de supervisão mais robustos e ferramentas mais eficazes para combater a manipulação de resultados e promover o jogo responsável.
Segundo explicou, o mercado regulado brasileiro registrou aproximadamente 25 milhões de clientes no último ano, consolidando-se como um dos mercados mais relevantes do mundo.
Além disso, destacou que o calendário da Copa do Mundo de 2026 beneficiará especialmente os mercados latino-americanos, já que muitas partidas serão disputadas em horários compatíveis com o tempo livre dos usuários após o expediente de trabalho.
BetWarrior e a experiência de apoiar os campeões mundiais
Santiago Gandara relembrou a experiência da BetWarrior como patrocinadora da Seleção Argentina, destacando que o ciclo de conquistas iniciado com o título mundial no Catar proporcionou aprendizados valiosos em gestão de marca, visibilidade e crescimento comercial.
O executivo ressaltou que o torneio de 2026 será ainda maior, com mais seleções participantes, mais partidas e uma audiência global estimada em cerca de seis bilhões de espectadores, exigindo níveis sem precedentes de preparação tecnológica e operacional.
A personalização como chave para a retenção
Sob a perspectiva de marketing e análise de dados, Mauricio Soto explicou que o verdadeiro desafio não será apenas atrair novos usuários durante a Copa do Mundo, mas garantir que permaneçam ativos após o término do evento.
Entre os principais indicadores, ele citou a taxa de segundo depósito, a profundidade do engajamento dos jogadores e a personalização avançada de conteúdo.
Soto afirmou que os operadores devem abandonar comunicações massivas e indiscriminadas e concentrar-se em compreender os interesses específicos de cada usuário para oferecer mensagens relevantes no momento certo.
Ele também compartilhou dados de um estudo da Optimove segundo o qual 86% dos apostadores latino-americanos planejam realizar apostas esportivas durante a Copa do Mundo. Além disso, destacou que a grande maioria continuará apostando mesmo após a eliminação de sua seleção favorita e que mais de 90% esperam permanecer ativos após o encerramento do torneio.
Uma indústria cada vez mais próxima do entretenimento de massa
Ao longo do debate, os participantes concordaram que o futuro do iGaming dependerá de sua capacidade de integrar-se ao ecossistema global de entretenimento.
A combinação de tecnologia, personalização, conteúdo, streaming e experiências imersivas surge como o caminho para atrair novas gerações de usuários e fortalecer a posição competitiva do setor diante de outras formas de consumo digital.
Com a Copa do Mundo de 2026 atuando como catalisador e os mercados regulamentados se consolidando cada vez mais na América Latina, a indústria prepara-se para uma nova fase em que conquistar a atenção dos usuários será tão importante quanto a própria oferta de apostas.
Editou @pererarte www.zonadeazar.com

