SOFTSWISS compara hábitos de apostas no Brasil e na África do Sul

Brasil.- 15 de Julho de 2026 www.zonadeazar.com A SOFTSWISS analisou as diferenças entre os apostadores do Brasil e da África do Sul, dois mercados em expansão nos quais o futebol ocupa uma posição central, mas que apresentam comportamentos distintos em frequência, valor das apostas, preferências esportivas e exposição ao risco.

Visão Geral

A SOFTSWISS apresentou uma análise conjunta elaborada por Alexander Kamenetskyi, Head of Sportsbook da empresa, e Sergii Mykhailenko, CPO da OddsMarket, sobre as principais diferenças entre os mercados de apostas esportivas do Brasil e da África do Sul.

Embora os jogadores recreativos representem a maioria dos apostadores nos dois países e o futebol concentre uma parte importante da atividade, o Brasil é caracterizado por um elevado volume de apostas frequentes, de valores reduzidos e realizadas principalmente ao vivo.

A África do Sul, por outro lado, apresenta um mercado mais maduro, com apostas menos frequentes, valores médios mais elevados e uma participação maior de jogadores profissionais ou experientes.

Brasil: apostas frequentes, móveis e ao vivo

O mercado brasileiro é fortemente influenciado pela paixão pelo futebol e pela identificação dos torcedores com seus clubes.

As principais competições incluem o Campeonato Brasileiro da Série A, a Copa do Brasil, a Copa Libertadores, os jogos da seleção brasileira e os grandes torneios europeus.

Os apostadores brasileiros demonstram uma clara preferência pelas apostas ao vivo, acumuladas e combinações de baixo valor que oferecem a possibilidade de retornos elevados.

O comportamento mobile-first e a utilização do Pix favorecem essa dinâmica, permitindo que os usuários depositem recursos e realizem apostas praticamente de forma imediata durante uma partida.

Dados internos da OddsMarket indicam que aproximadamente 85% dos apostadores brasileiros experientes concentram sua atividade nos mercados ao vivo.

África do Sul: menor frequência e apostas de maior valor

Na África do Sul, os usuários apostam com menor frequência, mas geralmente realizam apostas de valores mais elevados.

O futebol continua liderando a atividade, com forte interesse na Premier Soccer League local, na Premier League inglesa, na Champions League e em competições internacionais.

No entanto, o mercado sul-africano apresenta uma maior diversidade esportiva. Corridas de cavalos, tênis, basquete, rugby, críquete e, em determinados segmentos, artes marciais mistas também geram uma atividade relevante.

Ao contrário do Brasil, as apostas pré-jogo predominam na África do Sul, refletindo um mercado mais tradicional, estruturado e com uma presença importante dos estabelecimentos físicos.

O impacto dos bônus

No Brasil, os bônus reforçam a preferência pelas apostas acumuladas, odds aumentadas, apostas múltiplas e promoções de apostas grátis.

Na África do Sul, os bônus também impulsionam as acumuladas, principalmente entre jogadores mais jovens e recreativos. Os apostadores mais experientes, no entanto, costumam manter estratégias mais calculadas, baseadas em apostas simples ou duplas.

Android concentra o volume

O Android domina nos dois mercados, representando aproximadamente 80% da atividade no Brasil e 78% na África do Sul.

Segundo a SOFTSWISS, o Android é essencial para alcançar escala e volume, especialmente no mercado brasileiro. No entanto, os usuários de iOS geralmente registram depósitos médios mais elevados, maior retenção e menores índices de abandono.

Por esse motivo, as operadoras precisam garantir um excelente desempenho no Android sem deixar de oferecer uma experiência de alta qualidade aos usuários de dispositivos Apple.

Apostadores experientes e arbitragem

A atividade dos chamados sharps, apostadores experientes capazes de identificar valor nas odds, está presente nos dois mercados, embora em diferentes níveis de desenvolvimento.

A África do Sul possui uma indústria mais madura, na qual apostas de valor, arbitragem, testes de limites e operações coordenadas já estão consolidados. As operadoras também tiveram mais tempo para desenvolver ferramentas eficientes de controle de risco.

No Brasil, esse tipo de atividade cresce rapidamente, principalmente no futebol e em eventos esportivos de grande volume.

O crescimento do mercado, as apostas móveis, os pagamentos via Pix, a forte concorrência entre as empresas e as diferentes políticas de margens e bônus geram numerosas oportunidades de arbitragem.

Também existe uma presença significativa de grupos de Telegram e WhatsApp que distribuem sinais gratuitos ou oferecem serviços pagos sobre arbitragem, apostas ao vivo e mercados como cartões e escanteios.

Riscos operacionais

O Brasil apresenta uma maior exposição ao abuso de bônus e à utilização de múltiplas contas devido às estratégias agressivas de aquisição, às promoções de boas-vindas e aos sistemas regulatórios e de controle que ainda estão em desenvolvimento.

A SOFTSWISS recomenda que as operadoras não dependam exclusivamente dos procedimentos de Conheça Seu Cliente. Também devem implementar regras claras, limites adequados e sistemas de monitoramento capazes de identificar comportamentos suspeitos.

A África do Sul possui controles de identificação, prevenção à fraude e gerenciamento de risco mais desenvolvidos.

Mercados que exigem maior supervisão

Na África do Sul, as corridas de cavalos e determinados mercados locais de rugby exigem uma atenção especial devido ao conhecimento altamente especializado de alguns apostadores.

No Brasil, as principais áreas de risco incluem os mercados de futebol ao vivo, as apostas no primeiro jogador a marcar e as partidas de divisões inferiores, especialmente quando há menor liquidez ou cobertura de dados.

Esses mercados exigem controles de trading mais rigorosos e uma detecção mais rápida de qualquer atividade incomum.

Gestão de limites e atendimento ao cliente

Os apostadores experientes da África do Sul normalmente reagem de maneira previsível aos limites, testando diferentes valores, procurando alternativas ou migrando para outra operadora.

No Brasil, as reações dos usuários são menos previsíveis. Alguns jogadores aceitam as restrições, enquanto outros exercem uma pressão considerável sobre as equipes de atendimento, mesmo quando não existem indícios claros de fraude.

Por esse motivo, a SOFTSWISS considera que a gestão de limites no Brasil não representa apenas um desafio de gerenciamento de risco, mas também uma questão de comunicação e atendimento ao cliente.

O Brasil se consolida como um mercado dinâmico, móvel e de grande volume, enquanto a África do Sul representa um ambiente mais estável, maduro e estruturado. Compreender essas diferenças é fundamental para que as operadoras adaptem seus produtos, promoções e ferramentas de gestão de risco a cada jurisdição.

Editou: @_fonta

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