Datafolha analisa frequência das apostas entre brasileiros
Brasil.– 28 de Julho de 2026 – www.zonadeazar.com A pesquisa indica que aproximadamente metade dos apostadores brasileiros participa uma vez por semana ou a cada quinze dias. A ANJL considera que os resultados demonstram uma frequência moderada em grande parte do público, embora os dados também identifiquem um segmento que aposta diariamente.
Visão Geral
Uma pesquisa nacional do Datafolha apresenta novos dados sobre a frequência com que os brasileiros participam de apostas esportivas e jogos de cassino online.
Entre os usuários de cassinos virtuais, 30% afirmam jogar uma vez por semana e outros 20% participam uma vez a cada quinze dias. Juntas, as duas categorias representam 50% desse segmento.
Nas apostas esportivas online, 36% participam semanalmente e 13% a cada quinze dias. A soma chega a 49%, também representando aproximadamente metade dos apostadores abrangidos por esse recorte.
A Associação Nacional de Jogos e Loterias, ANJL, interpreta os resultados como um sinal de que grande parte do público mantém uma relação ocasional ou moderada com as plataformas.
No entanto, o levantamento também mostra a existência de usuários com maior frequência: 21% dos apostadores esportivos e 23% dos usuários de cassinos online declaram participar diariamente.
Frequência das Apostas Esportivas
Os dados do Datafolha permitem observar diferentes níveis de participação no mercado de apostas esportivas online.
Um total de 36% dos apostadores atuais afirma jogar uma vez por semana. Outros 13% fazem apostas uma vez a cada quinze dias.
Nas demais categorias, 21% declaram frequência diária, 19% apostam uma vez por mês e 11% participam menos de uma vez ao mês.
A distribuição mostra que não existe um único padrão de comportamento. Alguns usuários mantêm contato frequente com as plataformas, enquanto outros concentram suas apostas em determinados eventos esportivos ou participam apenas ocasionalmente.
Para operadores e reguladores, essa diversidade é relevante na elaboração de controles, limites, alertas e comunicações de jogo responsável adaptadas aos diferentes perfis de clientes.
Comportamento nos Cassinos Online
No segmento dos cassinos online, 30% dos entrevistados afirmam jogar uma vez por semana e 20% uma vez a cada quinze dias.
Outros 23% participam diariamente, enquanto 14% jogam uma vez ao mês. Os 13% restantes registram frequência inferior a uma vez por mês.
A soma dos usuários semanais e quinzenais alcança exatamente 50%, mas a presença de um grupo diário de 23% também exige atenção.
A frequência, considerada isoladamente, não permite determinar se uma pessoa apresenta danos relacionados ao jogo. Uma avaliação responsável deve observar também os valores utilizados, o tempo dedicado, a capacidade econômica, a persistência das perdas e os impactos sobre a vida pessoal e familiar.
Os resultados funcionam, portanto, como um indicador de comportamento, e não como uma avaliação clínica dos participantes.
Redução do Gasto Médio
Plínio Lemos Jorge, presidente da ANJL, destaca ainda uma redução no valor médio mensal declarado pelos usuários de cassinos online.
O gasto passa de R$354 na pesquisa realizada em novembro de 2024 para R$232 no levantamento atual. A diferença representa uma queda aproximada de 34%.
A associação considera que essa variação, combinada com os dados de frequência, questiona a ideia de que a maioria dos apostadores brasileiros tenha aumentado de forma generalizada sua exposição.
Os resultados descrevem médias e não eliminam a existência de casos individuais com gastos excessivos ou dificuldades financeiras. Por isso, a evolução deve ser analisada em conjunto com indicadores de endividamento, contas não pagas, utilização de empréstimos e percepção de perda de controle.
Apostas Como Entretenimento
A pesquisa também analisa como a população interpreta a atividade.
Apenas 1% de todos os eleitores entrevistados considera as apostas um investimento financeiro. Outro 1% avalia a prática como fonte de renda.
Juntos, 2% mantêm uma interpretação classificada pela ANJL como incorreta, porque as apostas envolvem riscos e não oferecem retornos garantidos.
A associação afirma que a indústria deve continuar informando que o jogo deve ser entendido exclusivamente como uma forma de entretenimento, e não como uma maneira de obter renda, resolver dificuldades econômicas ou recuperar perdas.
Essa distinção ocupa uma posição central nas políticas de jogo responsável. Apostar como entretenimento pressupõe definir limites antecipadamente, utilizar somente recursos disponíveis e interromper a atividade quando ela começa a produzir consequências negativas.
Metodologia da Pesquisa
O Datafolha realiza o estudo com abrangência nacional e entrevista 1.970 pessoas em 139 municípios brasileiros, incluindo regiões metropolitanas e cidades do interior.
Do total de participantes, 7% afirmam apostar atualmente.
Essa proporção é importante para interpretar os resultados específicos sobre frequência e gastos, porque essas perguntas correspondem a um grupo menor do que a amostra nacional completa.
A pesquisa também inclui informações de pessoas que já apostaram alguma vez e daquelas que continuam participando atualmente, de acordo com o indicador analisado.
Os resultados permitem conhecer tendências gerais, mas os recortes de apostas esportivas e cassinos online devem ser lidos considerando o tamanho menor de cada segmento.
Avaliação da ANJL
A ANJL considera que os dados contrariam a suposição de que a maioria dos consumidores tenha desenvolvido uma relação compulsiva com as apostas.
Plínio Lemos Jorge afirma que muitos usuários estão reduzindo tanto os gastos quanto a frequência e preferem participar de forma mais equilibrada.
O dirigente também reconhece a importância de continuar trabalhando com a minoria que interpreta as apostas como investimento ou fonte de renda.
A avaliação pertence à associação e representa uma leitura setorial do levantamento. Os percentuais de frequência não substituem uma avaliação clínica e não permitem descartar individualmente a presença de comportamentos problemáticos.
Contexto do Setor
O mercado brasileiro passa por uma etapa de consolidação regulatória na qual a proteção dos usuários, a publicidade responsável e a prevenção de danos relacionados ao jogo ganham importância.
As informações sobre frequência, gastos e percepção permitem desenvolver políticas baseadas em comportamentos observados, e não apenas em estimativas gerais.
Para os operadores, esses indicadores podem contribuir para aprimorar os sistemas de monitoramento, identificar mudanças bruscas de atividade e oferecer limites ou mecanismos de autoexclusão.
Para autoridades e especialistas em saúde, os dados ajudam a dimensionar a população de apostadores e direcionar campanhas preventivas aos grupos com maior exposição ao risco.
Próximos Passos e Impacto
A pesquisa apresenta um retrato do comportamento declarado pelos brasileiros e mostra que aproximadamente metade dos usuários aposta semanalmente ou a cada quinze dias.
Também identifica atividade diária entre cerca de dois em cada dez participantes, dado que precisa ser acompanhado em conjunto com outros indicadores de risco.
O desafio consiste em evitar interpretações absolutas. Uma frequência baixa não garante, sozinha, uma prática segura, assim como uma frequência elevada não permite diagnosticar automaticamente uma dependência.
A utilidade do estudo dependerá de sua integração com informações sobre gastos, renda, endividamento, tempo de jogo, autoexclusão e procura por serviços de apoio.
O jogo é reservado para maiores de 18 anos e deve ser considerado exclusivamente uma forma de entretenimento.
🔗 Editó: @_fonta www.zonadeazar.com

