Brasil: Ana Gaming Alerta Para Excesso De Tributação

Brasil.– 24 de abril de 2026 – www.zonadeazar.com  O CEO da Ana Gaming afirma que o excesso de carga tributária impulsiona o avanço do mercado ilegal de apostas no Brasil e coloca em risco a competitividade dos operadores regulados. A empresa alerta que uma pressão fiscal crescente pode enfraquecer a arrecadação formal, reduzir investimentos e empurrar os consumidores para plataformas não autorizadas.

Visão geral

Marco Tulio Oliveira, CEO da Ana Gaming, afirma que o principal desafio atual da indústria de apostas e jogos online no Brasil é o combate ao mercado ilegal. Nesse contexto, ele considera que o aumento da tributação sobre o GGR gera um efeito oposto ao pretendido pela regulação, porque afeta a sustentabilidade do operador licenciado e fortalece a oferta não oficial.

Detalhes / Contexto

Em entrevista nos estúdios da CNN Brasil Money, o executivo explica que a alíquota sobre o GGR sobe de 12 para 13 por cento neste ano e tem previsão de chegar a 15 por cento. Na sua visão, o Brasil possui uma das melhores estruturas regulatórias do mundo, mas corre o risco de ultrapassar o limite da pressão fiscal. Oliveira destaca que os operadores legais seguem as regras, assumem custos relevantes e projetam investimentos de longo prazo, de modo que mudanças tributárias no meio do caminho comprometem previsibilidade e viabilidade.

Ele também estima que cerca de 50 por cento do mercado brasileiro ainda permaneça na ilegalidade. A partir dessa leitura, sustenta que reduzir esse volume elevaria a arrecadação sem necessidade de novos aumentos de impostos. O executivo alerta ainda que o peso total dos tributos, somado aos custos de compliance, limita a capacidade do operador regulado de investir em esporte, cultura e odds mais competitivas para o consumidor.

Subtemas específicos

Mercado ilegal e competitividade

A Ana Gaming sustenta que, quando o operador legal perde competitividade, o consumidor encontra incentivo para migrar para plataformas não oficiais. Segundo Oliveira, esses ambientes não recolhem tributos, não cumprem exigências regulatórias e não oferecem as mesmas garantias de proteção ao consumidor que as empresas licenciadas precisam assegurar.

Copa do Mundo e impacto econômico

Em um ano marcado pela Copa do Mundo de 2026, o setor enxerga um ambiente de maior dinamismo. Oliveira ressalta que a indústria já representa um motor econômico real para o Brasil e menciona que, apenas nos dois primeiros meses de 2026, as contribuições das empresas do setor somam cerca de R$ 2,5 bilhões aos cofres públicos.

Jogo responsável e consumo consciente

Ao abordar as críticas sobre o impacto social das apostas, o CEO afirma que o consumo em excesso de qualquer produto ou serviço faz mal e que o setor deve ser tratado de forma semelhante a outras indústrias de entretenimento e consumo. Nesse sentido, defende o fortalecimento do entretenimento seguro, a separação clara entre jogo responsável e práticas nocivas, e uma atuação conjunta entre a indústria e o poder público para lidar com os casos de excesso.

Perspectiva futura

A posição da Ana Gaming reflete um debate cada vez mais sensível dentro do mercado brasileiro: como equilibrar regulação, arrecadação, competitividade e proteção ao consumidor. Para a empresa, o crescimento sustentável do setor depende de preservar condições viáveis para os operadores formais, conter a expansão do mercado ilegal e avançar em políticas de responsabilidade compartilhada entre indústria e Estado.

🔗 Editou: @_fonta www.zonadeazar.com

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