Peru Enfrenta Paradoxo de Saturação do Mercado
Peru.- 21 de julho de 2026 www.zonadeazar.com O mercado regulamentado de apostas e iGaming do Peru combina condições favoráveis de entrada com uma concorrência cada vez mais intensa. A agilidade no licenciamento e uma carga tributária relativamente baixa atraíram diversas operadoras, mas também criaram um cenário de saturação e maior pressão sobre os custos de aquisição de jogadores.
Detalhes da Notícia
Diferentemente de outras jurisdições latino-americanas, onde a obtenção de uma licença representa uma das principais barreiras, o Peru oferece um processo regulatório considerado flexível e eficiente.
As operadoras licenciadas estão sujeitas a um imposto especial de 12% sobre a receita bruta de jogos e a uma cobrança adicional de 1% sobre o valor de cada aposta, correspondente ao Imposto Seletivo ao Consumo. Essa estrutura mantém a carga tributária abaixo da aplicada em vários mercados da região.
O ambiente favorável pode levar o país a se aproximar de 100 operadoras licenciadas até o final de 2026, pouco mais de dois anos após o início formal do mercado regulamentado de jogos online, em fevereiro de 2024.
A concorrência reúne marcas locais, favorecidas pelo reconhecimento entre os jogadores, e grupos internacionais com maior capacidade financeira para investir em marketing e aquisição.
Contexto do Setor
O aumento do número de operadoras provoca variações nos custos de aquisição e obriga as empresas a diferenciarem seus produtos, promoções e estratégias comerciais.
Entretanto, o nível de investimento deve ser analisado em relação ao valor econômico dos usuários. O poder de compra local é inferior ao de mercados mais maduros, limitando o retorno médio por jogador e dificultando a recuperação de gastos agressivos em captação.
O paradoxo peruano surge, portanto, de um ambiente regulatório favorável que facilita a entrada, mas que também intensifica a disputa por uma base de clientes com rentabilidade relativamente menor.
Declarações
O gerente de Desenvolvimento de Negócios da Zenith, Eddie Morales, afirmou:
“O principal atrativo do Peru é que a regulamentação é muito flexível e permite que toda a burocracia avance com fluidez. É até mais rápido do que um mercado como a Colômbia, que está regulamentado há muito mais tempo.”
Sobre a tributação, declarou:
“A carga tributária é relativamente baixa — 12% mais 1% representa um nível bastante reduzido. Mesmo em escala mundial, é um dos mais baixos. Eu diria que é um cenário ideal para qualquer operadora.”
Morales também alertou:
“A única questão do Peru é que ele está ficando mais cheio. É um mercado muito ativo e continua crescendo. Acredito que até o final deste ano estaremos próximos de 100 operadoras licenciadas.”
Em relação à rentabilidade, acrescentou:
“A principal dificuldade do mercado está no retorno por jogador, que não alcança os níveis de um mercado de primeira linha. Eu até consideraria o Peru um mercado de terceiro nível quando falamos sobre o valor do jogador.”
Próximos Passos ou Impacto
As operadoras deverão equilibrar os investimentos em aquisição com estratégias de retenção, personalização e controle de custos. Em um mercado com regulamentação acessível e oferta crescente, a sustentabilidade dependerá menos da obtenção da licença e mais da construção de uma proposta capaz de gerar valor duradouro por jogador.
Editado por: @_fonta

