Projeto Propõe Extinguir Autorizações de Bets no Brasil em 180 Dias
Brasil.- 28 de Agosto de 2026 | www.zonadeazar.com A deputada federal Caroline de Toni apresentou um projeto de lei que propõe encerrar o mercado regulamentado de apostas de quota fixa no Brasil.
A iniciativa estabelece um período de transição de 180 dias, após o qual deverão ser extintas as autorizações atualmente concedidas às operadoras legalizadas.
Fim do Mercado Regulamentado
O projeto busca reverter o modelo atual de legalização e regulamentação das apostas de quota fixa no país.
Caso seja aprovado, as empresas atualmente autorizadas terão 180 dias antes que suas licenças deixem de ter validade.
A proposta se soma a outras iniciativas apresentadas nos últimos meses que buscam proibir ou restringir fortemente o setor.
Multas de Até R$ 2 Bilhões
A matéria estabelece sanções para empresas que continuarem oferecendo apostas online depois da entrada em vigor da proibição.
As multas poderão chegar a R$ 2 bilhões, dependendo da gravidade da infração e da existência de reincidência.
O objetivo é acompanhar a proibição com mecanismos capazes de desestimular a continuidade das operações clandestinas.
Obrigações para Instituições de Pagamento
O projeto também estabelece responsabilidades para instituições financeiras e de pagamento.
Essas empresas deverão adotar medidas para impedir transações relacionadas a operadores de apostas de quota fixa que atuem fora da lei.
A estratégia busca bloquear uma das principais estruturas necessárias para sustentar financeiramente plataformas ilegais.
Redes Sociais Também Seriam Abrangidas
As plataformas de redes sociais também terão obrigações específicas.
O texto prevê a adoção de medidas para impedir a veiculação de anúncios relacionados a operadores de apostas proibidos.
A proposta busca, assim, combinar restrições comerciais, financeiras e publicitárias.
Endividamento Como Argumento
Na justificativa do projeto, Caroline de Toni cita diferentes estudos sobre os gastos da população brasileira com apostas.
A deputada afirma que o mercado atingiu escala econômica suficiente para interferir nas decisões de consumo, poupança e endividamento das famílias.
Esse argumento representa um dos principais fundamentos utilizados para defender a proibição.
Preocupação com Saúde Mental
A proposta também menciona os riscos associados ao jogo problemático.
Segundo a parlamentar, os impactos podem alcançar diferentes áreas da vida dos apostadores, incluindo:
- Finanças pessoais.
- Relações familiares.
- Saúde mental.
- Vida profissional.
- Consumo e poupança.
A proteção dos consumidores aparece, portanto, como outro eixo central da iniciativa.
Regulamentação e Arrecadação em Debate
A deputada reconhece o argumento de que a regulamentação permite arrecadar impostos, fiscalizar operadoras e trazer para a legalidade uma atividade que poderia permanecer clandestina.
Entretanto, considera que a arrecadação pública não pode, isoladamente, justificar a continuidade do mercado quando seus custos econômicos e sociais atingem de forma relevante as famílias.
A proposta pretende, portanto, abandonar o atual modelo regulamentado.
Combate ao Mercado Clandestino
O projeto não se limita a extinguir as autorizações legais.
Também incorpora mecanismos destinados a combater plataformas que continuem operando depois de uma eventual proibição.
As sanções financeiras e as obrigações impostas aos meios de pagamento e às redes sociais fazem parte dessa estratégia.
Transição de 180 Dias
A deputada propõe que o encerramento do mercado ocorra através de uma transição, e não imediatamente.
As operadoras atualmente autorizadas teriam 180 dias antes da extinção definitiva de suas permissões.
A proposta busca combinar o fechamento do mercado com proteção aos apostadores e mecanismos de repressão à oferta clandestina.
Projeto Ainda sem Tramitação
A iniciativa foi apresentada em 24 de agosto de 2026.
No momento da publicação da informação, o projeto ainda não havia iniciado formalmente sua tramitação na Câmara dos Deputados.
A matéria deverá, portanto, passar pelas diferentes etapas legislativas antes de uma eventual votação.
Contexto do Setor
O Brasil possui desde janeiro de 2025 um mercado federal regulamentado de apostas de quota fixa.
Durante 2026, aumentou significativamente o número de propostas destinadas a modificar esse sistema, incluindo restrições publicitárias, novos impostos e, em alguns casos, a proibição completa.
A iniciativa de Caroline de Toni se enquadra nesta última linha.
Próximos Passos ou Impacto
O projeto deverá iniciar sua tramitação na Câmara dos Deputados antes de avançar em direção a uma eventual aprovação.
Caso seja aprovado em sua redação atual, representará uma mudança estrutural para o mercado brasileiro: as licenças legais seriam extintas após 180 dias e o atual marco regulatório seria substituído por um regime de proibição e combate aos operadores clandestinos.
Para as empresas autorizadas, o avanço da proposta representará um novo fator de incerteza em um ambiente político cada vez mais crítico em relação ao setor.
Editó: @fonta


